terça-feira, 5 de outubro de 2010

O Beijo

Seu Beijo
Macio
Suave
Caloroso
Por horas
Nervoso
E arrebatador
Seu beijo
Que tem o gosto
da bala de cereja
misturado
com o gosto do desejo
e o cheiro cítrico que me fascina
Que me arrepia
Que me faz boiar em nuvens, estrelas, cometas galáxias
Sinto falta do seu beijo
Apaixonante
Delicioso
Que me vicia
Selinho
Beijinho
Salva vidas
Gosto de qualquer tipo de beijo seu
Gosto de você.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Bobeiras recolhidas: Conhecendo Liza Minelli


(Fato relembrado com crise de risos após ver que uma das apresentações de dança no recital em que minha irmã dançou balé tinha como trilha a música Cabaret de Liza Minelli)

Cinco gurias bobas de 9 anos, na calçada do colégio, perdendo tempo a ponto de serem levadas pelo homem do saco ou serem seduzidas com malucos que vendem figurinhas de Blue Stars contendo LSD, papeiam bobeiras que meninas de 9 anos falam. Lá pelas tantas a menos enturmada do grupo solta:

- Menina boba 1 (sou eu :D) diz: Nossa LaÍsa (o erro aqui foi proposital pra dar enfoque pro "i" forte do nome") , acho teu nome muito lindo, é diferente como Laís mas não tão comum como Taís ou Taísa...

- Menina boba 2 (supostamente LaÍsa) diz: (olha com cara de desprezo pra outra guria boba que falou de nomes) Não é LaÍsa, é Laisa, sem acento, se pronuncia como o nome o da cantora Minelli.

- Menina boba 1 (confusa mas lógica) diz: Mas o nome não era Laisa, agora virou Minelli. Como pode isso???

- Menina boba 2 (puta de raiva e indignação): LIZA MINELLI!!! O NOME DELA É LIZA MINELLI!!! (na época nem sabia que o nome dela se escrevia com o "i" e o fonema era "ai").

- Menina boba 1 diz: Hummm... Eu não sabia (e volta a sua insiginificância).


Crianças podem ser cruéis com as outras, incluindo aquelas que não tem idéia de quem seja Liza Minelli...
Porém, mais cruel ainda é eu me dar conta que eu conheço uma guria de 20 anos que está a CARA da Liza Minelli na ultima foto.
TENSO!!!!

Uma história boba sobre gente nobre e outras nem tanto

Era uma vez uma facul no western PR onde existiam dois tipos de pessoas acadêmicas (professores e acadêmicos propriamente ditos): os que achavam que deviam um favor ao mundo e aqueles que achavam que o mundo lhes deviam um imenso favor. Obviamente, diferenciar um tipo do outro é muito difícil, afinal a vida é um jogo de interesses, onde saber esconder seu real interesse é extremamente importante, mas com o tempo, as máscaras vão caindo, os interesses são descobertos e, como no fim de qualquer dinastia, as cabeças rolam. Acontece, que laços são feitos nesses westerns onde os duelos não são feitos com garruchas, esporas ou cavalos garbosos. As armas são títulos, as esporas são trocados por sapatos de grife e os cavalos são substituídos por influencias do mesmo cacife dos duelistas. Existem duelistas nobres. Existem os sem caráter. Existem os cowboys invejosos, dos demais, que fingem que são amigos dos outros e só esperam o momento certo de derrubar os demais, como abutres carniceiros que vivem de sobras, enquanto os cowboys tolos (ou nem tanto), acham que tem um precioso amigo. Existem os cowboys foderosos (professores), pistoleiros, bandidos, que tem um prazer oligárquico de humilhar, distorcer palavras e enganar os aprendizes de cowboys (acadêmicos). Mas Deus na sua sabedoria e bondade infinita, conseguem subjugar os cowboys foderosos prepotentes com os azes do real conhecimento, ainda mais foderosos com uma humildade e um sentimento de que devem algo ao mundo, se propondo a ajudar os pobres aprendizes de duelistas que ficam desnorteados. Esses mostram aos aprendizes de cowboys que independente do quão são mestres, doutores, pós-doutorados existam em seu currículo, o conhecimento nunca é fixo e não tem dono; eles mostram que o conhecimento muda a cada dia, se renova e exige de nós dedicação e humildade para poder assimilá-lo. Então Deus, mais uma vez, me lembrou dos azes do real conhecimento nesse dia e mais uma vez eles mostraram porque são os azes e não meros cowboys foderosos.


Nada a ver a história, mas precisava desabafar por algumas coisas e agradecer por outras.
Beijos

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Utopia

Eu hoje tenho 22 anos, mas me sinto com mais do que isso, bem mais. Me sinto uma velha amarga, daquelas histórias em que há uma bruxa má, amarga, feia, corcunda e horrenda. Eu me vejo assim, eu me sinto assim. Mas porque fiquei assim? Porque permiti-me obviamente. Porque permiti-me ser ferida, porque permiti-me ser magoada, porque dei permissão a pessoas que nunca iriam querer meu bem se aproximarem de mim. Permiti-me virar tão perfeccionista que não consigo me perdoar pelo próprio erro da minha existência. Permiti-me vir ao mundo que não tem nada a ver comigo, com pessoas vazias, cruéis, insanas, malditas. Permiti ingenuamente minarem com minha inocência aos poucos, que quando vi esses "poucos" se aglutinaram em algo tão grande que virei essa coisa horrível ainda na puberdade. Ainda continuo permitindo isso confiando no gênero humano. Ainda continuo caindo nessa burrice. Mas, porque se todo mundo cai e é feliz, porque não posso sê-lo de forma igual. Porque não posso ser igual a todo mundo reduzindo os problemas da vida e do mundo a algo tão insignificante perante o que eles chamam de "milagre da vida"? O que eu vim fazer nessa droga de mundo afinal das contas? O que tenho a pagar aqui? Juro que se pudesse doava minha vida pra qualquer pessoa que deseje e ame ardentemente viver. Pra mim não tem serventia alguma. Eu só me torno uma pessoa mais sofrida, seguidamente mais amarga e consequentemente mais insuportável. Eu adoraria ser aquela mesma menininha que usava sapatos-boneca, vestidos rodados e brincava num maravilhoso balanço com suas bonecas. Eu amava aquilo. Infelizmente o tempo não volta.

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Cansei de você!


Cansei de esperar uma declaração
Cansei de esperar um retorno
Cansei de esperar sua retratação
Cansei de esperar uma reparação
Cansei de esperar humildade
Cansei de esperar um gesto de humanidade
Cansei de esperar sua empatia pela minha dor
Cansei de esperar sua sinceridade
Ontem, hoje, sempre...
Cansei de atrair coisas ruins pra minha vida
Por conta da dor que você me causou
Cansei de esperar um milagre
Cansei de suas lembranças, dos seus vis desejos para comigo
Cansei dos seus erros
Gramáticos
Matemáticos
Geográficos
Sentimentais
Cansei de você achar que é o Sol da minha vida
Cansei de ser seu ombro amigo
Quando você acha que tudo o que eu quero é bem mais do que isso
Cansei de ser essa pessoa amargurada, sofrida
Cansei de ser a especial, a querida
e nada além disso
Cansei de não conseguir afastar você da minha vida
Das minhas lembranças
Cansei de me arrepender por isso
Cansei de não ter matado isso
Cansei de me matar aos poucos por isso
Cansei de lhe dedicar o melhor de mim
Cansei de lhe bem querer
Cansei de bem lhe desejar
Cansei de saudades sentir
Cansei de lhe odiar
Cansei de te amar
Cansei de você!

Pra ver um poema de verdade clique aqui.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Discurso do Professor Paulo Roberto Merisio

Reproduzo aqui na íntegra o discurso proferido no dia 11 de fevereiro de 2010, pelo grande amigo, mestre e paraninfo da 3a turma de Farmácia da Faculdade Assis Gurgacz, Paulo Roberto Merisio. As palavras aqui reproduzidas foram transcritas do próprio documento, repassado a mim pelo próprio professor:

Eu e o professor Merisio

"Boa noite
É uma grande honra estar ocupando este posto de paraninfo nesta noite, pela segunda vez no curso de farmácia da FAG. Confesso que não contive a emoção quando fui notificado e convidado pelos meus alunos. Este fato me fez lembrar uma pessoa extraordinária, responsável por tudo isso, que acreditou e confiou no meu trabalho, e mais tarde estaríamos nos despedindo: Sônia Wagner, obrigado à tudo. Tenho saudades do nosso tempo !!!!! É um orgulho dizer que trabalhei contigo.

Queridos alunos, esta noite é vossa. Parabéns a FAG, prof. Sergio, pela maviosa estrutura fornecida. Tenho maravilhosas e saudosas recordações do tempo que aqui trabalhei. Uma instituição que deveria servir de exemplo para muitas outras que se dizem faculdades e universidades. Parabéns ao corpo docente de farmácia atual e aos que já não se encontram aqui, por direcionar o estudo de vossos discípulos, que se forjaram exemplo de conduta universitária, e finalmente, parabéns aos pais, pois nunca tive uma turma com tantas pessoas educadas e ao mesmo tempo decididas. Vocês merecem com certeza os filhos que tem, e eu, por conhecê-los, conheci a cada um de vocês.

Meus afilhados, vossa sabedoria deve ser aproveitada e ouvida pela sociedade, entretanto, é preciso credibilidade, para isso, conhecimento. Lutem pelo país, que anda a mercê de exploradores covardes e porque não dizer, oportunistas e mercenários.

Muitas vezes o sistema capitalista é cruel. Não se é avaliado a competências, aptidões e capacidades, mas sim quais são as amizades, indicações e afinidades pessoais.
Mas só se permanece em um posto tendo competência.

Homens bons não têm voz nem vez, e quem não presta tem vez, tem voz e tem bis, aonde leis são descartáveis, um país que perdeu a identidade, sepultou seu idioma português, dando ouvidos a global vulgaridades.

Líderes se defendem como pode, uns defendendo outros, numa nuance estúpida de quem nunca sabe nada, e aqueles que pretendem revolucionar o país através da educação nem chegam perto.

Temos exemplos dignos e decentes, como Guevara, Bolívar, Prestes, Barão do Cerro Azul e tantos outros que pensaram em um bem comum e lutaram por isso, mas hoje o comodismo faz com que as caras já não sejam mais pintadas, os ideais sejam mais particulares, e parece que nada pode ser feito.

Neste contexto, é notória a ausência de líderes corretos e mulheres de princípios, mas os bancos universitários somados às boas condutas familiares ainda são fontes de tais pessoas.

Pelo olhar se conhece quem fala a verdade, e também o graude falsidade ou hombridade de uma pessoa. O envolvimento com coisas comuns à todos se faz necessário para que tenhamos uma sociedade mais justa e melhor.

Não façam de seus amigos pessoas descartáveis e, principalmente, sejam sinceros em seus sorrisos.

Lembro-me da 1a Semana Farroupilha da FAG, aonde tive uma turma inteira de alunos, defendendo junto comigo a causa que esta semana representa. Saibam que me propiciaram dois dos melhores momentos da minha vida. O primeiro lá, na apresentação dos vossos projetos na semana farroupilha sobre medicina campeira, o outro, nesta terna noite em que apadrinho os senhores.

Senhores farmacêuticos, hoje, meus colegas, vão, e tenham a certeza que o mundo imporá barreiras para vossa aspersão, mas lembrem do pouco que conversamos. Lembrem dos conselhos e ensinamentos, lembre-se de vossa capacidade.

Fica para trás todas as aulas, noites de estudo, conversa pelos corredores, festas, jantas, defesas de relatórios, trabalhos em equipe, e fica, para a frente, um destino individual, com várias incertezas e obstáculos, mas sei que trilharão carreiras brilhantes, e me orgulharei muito mais com o passar do tempo.

A sociedade abre as portas para os senhores, e eu, mais uma vez me despeço. Agora sim, uma despedida que ficará em minha memória, pois agora quando nos encontrarmos seremos colegas de profissão.

Senhoras e senhoreseu os convido a saudar, em pé, os novos farmacêuticos da terceira turma da Faculdade Assis Gurgacz."

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Sobre suicídio


Oi Gente
To sumida né. Mas enfim. Essa semana aconteceu algo trágico. O Alexander McQueen se suicidou porque não estava enfrentando muito bem a morte da mãe dele. Algo triste, muito triste. Mas essa foi a escolha dele. Depressão é algo muito complicado, você só quer ficar sozinho, não quer fazer nada. Você pode se tocar e ir atrás de um tratamento. Você apenas pode querer sumir e o fazer como fez Alexander. O foco aqui não é propriamente o Mcqueen e sim o suicídio. Aqui na cultura ocidental não existe religião ou doutrina que aprove o suicídio. Diz que é arbitrário a vontade divina, que é algo contra a natureza, "pois a morte é um direito de Deus". Já no Oriente, matar-se é visto em algumas culturas como ato heróico ou sinônimo de nobreza, vide homens-bombas, harakiris e os kamikazes. Sei que muita gente vai falar, que a cultura ocidental é a mais correta, que é isso que é aquilo. Que depressão é coisa de gente fresca. Que devemos aproveitar a vida no ultimo instante e evitar ao máximo a morte. Que suicidar-se é coisa de gente possuída. E que quem se suicida passa o resto dos tempos no lodo do arrependimento eterno. Blá blá blá blá.
Sinceramente??? Sou muito mais de um pensamento oriental, que preza o outro mundo em favor desse. Não que eu queira me matar (agora). Mas sabe, se suicidar algo que ao contrário do que dizem, não é covardia, tem que ter uma baita CORAGEM. Porque poxa vida, viver num mundo em que o conceito de que a vida é bela, apesar das desgraças que assolam o mundo, e enfrentar no outro plano as críticas, os repúdios, as ofensas (porque quem está lá sabe do que fazemos aqui) tem que ser muito corajoso. Suicidar-se muitas vezes é o recurso que muitas pessoas encontram para uma vida vazia, sem sentido. E eu não acredito que seja arbitrário a Deus, afinal, Ele deu o livre arbítrio. As pessoas "amam" a Deus muito mais pelo medo do "Deus irascível, ciumento e não sei mais o quê" que a Bíblia escrita por homens nos dita, do que o Deus de amor incondicional, o Deus pai que Jesus nos ensinou. Pessoas, vocês acham que realmente Deus condenaria um de seus filhos ao fogo eterno (adoro essa expressão) porque ele tirou um suposto direito de morte. Poxa, se liguem. Vamos repensar sobre essas coisas. Não estou incitando ninguém a sair por aí matando, ou suicídio coletivo. Mas gostaria de pedir vocês que se atentem a não julgarem o McQueen ou qualquer pessoa que dê cabo de sua própria vida. São almas sofredoras, que sofreram muito nesta vida, sofreram na partida e ainda sofrem no outro plano. Pensemos nele e em todos os suicidas como IRMÃOS. Não pecadores.
Beijos